LAH1954

um blog de antigos alunos do Liceu de Alexandre Herculano, do Porto

terça-feira, 12 de março de 2019

CASA DE CULTURA E ACULTURAÇÂO






LICEV ALEXANDRE HERCULANO
  
   CASA

DE CULTURA E DE ACULTURAÇÃO


Instruir é uma coisa, 
aculturar é outra.




E bem diferente. Mas com nacos de justaposição, e até de fusão, dos diversos planos por que se desenvolvem e crescem. 

De resto, repita-se o que há poucos meses, numa                            e-mucandadiziamos  a propósito do  local mais baixo, do sítio mais alto. (Esta saiu, em  discurso oficial, do Cabeça de Vitela,   falando da Cova da Beira, quando visitava esta cidade na Serra da  Estrela). Repita-se, dizíamos, com nossa mui farta e doctta ignorância: Instruir é proporcionar conhecimento, aculturar,  é moldar comportamentos.

Quem, pulas carteiras daquele Licev  desgastou e rompeu fundilhos, se não lembrará das aulas de um Doutor Brandão (Doutor pela Universidade Pontifícia de Roma, depois Reitor do Seminário Maior do Porto e, finalmente, Bispo de Leiria , depois,  Auxiliar do Porto, e que jogava futebol com os alunos mais velhos), abordando temas como os da compreensão dos significados e significâncias, de aspectos crípticos de narrativas do Antigo Testamento, ou do fabuloso, fantástico curso, que fez, com dissertações absolutamente magnéticas, durante um inteiro ano lectivo, sobre a Sexualidade?(0)

A quem lhe terá sido possível não se deixar embeber pelos contos de acontecências da História, divagadas pelo Dr. Malpique, a partir de historietas da historinha portugaleira, em plástico nacionalista, do Portugalito da época?.

Historinhas portugaleiras? em plástico nacionalista? ora leia-se, por exemplo,  o ensaio de Vitorino Nemésio sobre o Infante, o Camaradão, o Alto Nobre, pois claro, Henry the Navigator.  Nunca  pôs uma extremidade podálica num único barco, mas, só numa encomenda, abarbatou 400 escravos retirados  às suas Famílias do hoje Senegal. Distribuiu-os depois pelas vastíssimas propriedades que por cá detinha por todo o lado. 

Ou  quem não  impregnou a memória  com História de outros poisos da humanidade, de outras terras, de outras gentes? 

Como, setenta anos depois, me lembro  das maravilhas contadas por Malpique, sobre o Egipto! com um rio que pula e dança e avança , como uma criança...parafraseando Gedeão, mas, depois, se agacha e deixa no lodo a matéria orgânica dos bifes com salada a haver..., a civilização egípsia, a arte, a ciência, a agricultura  dos egípsios! Cinquenta e seis anos depois de descobrir Cleopetra, pela mão de Malpique, e como foi requintado dizendo de sua beleza, comovi-me contemplando longamente, silenciosamente, numa vasta e muito alta parede, a  elegantissima e gigantesca figura desta  senhora, em Denderah, cerca de 120 Kms a norte de Tebas, para Malpique, Luxor para a Agência Abreu. Enorme, levíssima, bela, epípsia. Comovi-me, quase em lágrimas, numa gota que ameaça cair, mas não cai, de meus olhos, subitamente com os apenas 12 anos do menino do 3ºA nª16 , hipnotizado, então e de súbito, agora de novo. Aculturação, desenhada, riscada a diamante na memória para toda uma vida. Numa Casa de Cultura.

 Que nem todos eram tão egípsios assim, como por exemplo, os sacanas dos Sumérios. Davam porrada,  em fosse quem fosse que lhes aparecesse pela frente...ah!, mas já sabiam escrever em "suporte"de barro. Como me atordoei vendo tantas dessas placas de 6 ou 7 por 5, no museu de Ancara, cobertas de caracteres em feitio de mini cunhas.  Não sabiam fazer a barba. Punham-nas  numa cesta para a dita cuja...e eu só tinha 12 anos quando com o Malpique descobri os sumérios ...

E como, 70, 69, 68, 67, e 66 anos depois, todos nos lembramos das formas de dizer, deste pedagogo, de alma calma, límpida e, por isso, transparente!...«Eu não faço mais do que malpiquizar o que outros já disseram ou escreveram...» dizia de si mesmo. Falou para as nossas ambas e duas  bem arrebitadas orelhas, durante 3 anos sobre História, 1 ano sobre Psicologia e 1 ano sobre Filosofia. Deu para (assim se cacareja hoje), aculturar e muito. Leiam-lhe a obra «Uma filosofia da Cultura» ( Edição da Livraria Ofir, lá pelos anos sessenta - não tenho ao pé da mão onde ir ver) e já se entenderá melhor o que para dizer tátá me não chega a língua.

E lembranças das manhãs de Julho, das camonianas frescas e ledas madrugadas, desfrutadas debaixo das tílias, em tempo de provas orais, com gargalhantes ninhos de salalé, plurietária , encriptando o Dr. Filinto, lá no fundo do caroço do molho de cabeçorras, onde  seu corpinho hipoestaturado, cambaleante, de cigarro de mortalha lambida, colada no canto do lábio inferior, com capilaridades trazendo saliva nicotinizada daquele para o papel, com voz grossa e velada, emborrachada de tabaco, irradiando simpatia e a sedução pelo novo, pelo mundo, pelo psiquismo escorrido do riquíssimo humor, do rir à gargalhada, ou de rir para dentro o resto do dia, ou para o resto da vida. 

Lembranças consoladoras, mais tarde, nas horas tristes da vida. 

Sim, lembranças, quem as não tem? quando se desembrulha a noitinha, de vagarinho, com um piquinho de frealdade a penetrar recantos intimos.

 Do mesmo modo, quem não lembra do Padre Albano, do Colégio João de Deus, em seu fatinho cinzento negro, de finíssima tecidura, com calça caíndo de magazin parisiano, falando do mundo maravilhoso e rico, do diferente e do novo também,  do Bartali e do Fausto Coppi, os Ronaldos do ciclismo italiano, e mundial, que limpavam Voltas às Franças e Araganças, da época, umas atrás das outras, anos a fio?

A grande linha mestra de tudo isto afinal: a sedução pelo novo a curiosidade em contemplar o novo!. O NUMEROSO  LEITOR DUVIDA AINDA? ORA CONTINUE A LER.

E os aviões feitos em intermináveis e pacientíssimas construções de aeromodelismo? E voavam. Lembro que o primeiro caiu e se esborrachou no campo de futebol, subido que estava a12 metros depois de 100 de percurso. Um êxito! só igual ao do sputenique com a cadela mártir (não havia PAN, coitada, que a defendesse de uma tal crueldade) . Mas havia a maralha toda em redor, com o Dias Gordo a segurar a segurança, pois claro...

E os treinos para aprender a  ganhar ou perder, em xadrez, ping-pong, volley ball, basket ball, hockey em patins, sameiras e tutti quanti? 

E o coleccionismo, do herbário, dos calhausinhos em gavetas de caixas de fósforos - ai as pirites as calcopirites as turmalinas!...sei lá...  que belas, que belas, que... - e das vitórias e dos jogadores, com o bacalhau e o Patalino, do Lusitano de Évora, sucessor do Peyroteu
(1) na Selecção, a darem direito ao almijado prémio da bola de couro, depois de fechada a cardeneta?

o clube de Cinema?  Muito forte no "realismo", o de Sica esteve, mas não só, fino humor também... Quem se não ri, ainda hoje, com o Jaques Tati, entre muitos mais, num genial carteiro, de bicicleta, carimbando a correspondência do dia na horizontalizada tampa da traseira de uma carrinha caixa aberta e calça arregaçada, de pneus mucissos, não mais grossos do que alheiras, tudo num formato plus, constituído pelo histórico  desarrincanço do Senhor Projeccionista o qual, ou por pérfido gozo, ou por destrambelhada incompetência, resolveu passar primeiro a segunda bobina e só após o intervalo, a primeira.? Just guess!... 

E as festas do fim  de ano, do mais límpido humorismo, intermingled com o saber dizer a mais bela poesia, quiça dos próprios alunos da casa, e o fazer cantar, polifonicamente, o Orfeão do Liceu Alexandre Herculano? Com solenidade agarotada, o Reitor Sena Esteves, (de fina, elegantíssima batuta - só faltava ser de prata ) regia o concerto, com tímido sorriso e pequenos sacões da cabeça durante a ovação da assistência, como quem diz , lixei-vos! vocês julgavam que eu me ia enganar!...e estavam mesmo à esperinha disso.

Ora veja o Numeroso Leitor, ou, melhor burilado, à Fernando Pessoa, sinta, na via láctea, de que o Numeroso Leitor é popietário (ouvir  Poppi ), como já está a vir comer à minha mão!!!

Pois está claro, claro como água, da Fontelonga. 
Tudo isto e muito mais, é ACULTURAÇÃO, intra-muralis!.

Homens fantásticos, Homens muito cultos. Formigando CULTURA na CASA, esta, por isso DE CULTURA. Oferecendo os caminhos da aculturação. Instruíam? Sim e muito, muito bem. Todavia aculturavam, num processo de construção por que se sentiam profundamente responsáveis.

Mas também a houve e da melhor, aculturação extra-muralis

Exemplos? 

Como se fora há dias, me lembro de o Reitor Sena Esteves se ter comigo cruzado no corredor e, detendo-me, informar: «calha bem ver-te aqui...  prá semana vai começar na biblioteca de S. Lázaro um curso sobre a Filosofia de Marx. Olha, vai lá pedir informações e, se te agradar e interessar, sugiro o faças. Se ainda houver vagas». Fui, agradou, interessou, tinham, fiz. Aos 17 anos.

Já que acabo de referir a Biblioteca Municipal, virada para o jardim de São Lázaro, na vizinhança do Liceu, com desempenho major na cultura da cidade, relembrem-se as centenas e centenas de horas ocupadas pelos alunos do Alexandre Herculano em leitura nesta biblioteca pública. Mas não só, porque muitos usavam o sistema de leitura ao domicílio que permitia levarem-se os livros para casa. Cá o escriba, abaixo assinado. aos 13 anos, era já leitor ao domicílio de obras desta biblioteca. Que riqueza! Que quilómetros de linhas ele assim leu...Verne, Ortigão, Eça, J´Acuse de Zola, um tratado de achados pré históricos, na Europa, com respectiva interpretação, ensaios de Alexandre Herculano, que mais?... muitos e sedutores... ah!...na hemeroteca, por exemplo, o Primeiro de Janeiro, o Século, o Comercio do Porto,  todos do tempo da carqueja, para cuscuvelhar o antigamente, a Bola, O Norte Desportivo e O Porto, do F.C.P. , estes dois fundados então, o Século Ilustrado e a Flama, sobretudo anos  antigos, a Brotéria, enfim: quartas e sábados, à tarde, de luxo.

Pois, eram Professores quem nos incutia o gosto por estas descobertas..., porque eram cultos...e nos queriam  em aculturação.

Mais?

Com 15 anos ouvíamos a BBC nas aulas de Inglês do Dr. Melo de Carvalho. Ouvíamos muita coisa sobre cultura inglesa contada com inglês de Oxford. À medida da Idade...porque o Dr. Melo de Carvalho era um notável pedagogo. Com 16 e 17 anos havia quem frequentasse as bibliotecas dos Institutos Francês e Inglês, com revistas muitas e muito belas.


Mais?

E a frequência semanal de um Curso de Arte Sacra no Seminário Maior do Porto, em seu, acabado de ser fundado, Museu de Arte Sacra?

Mais?

Para terminar, assim não chateando mais, coloquemos rutilante cereja dentro do sobrescrito desta postagem, lambamos a doçura da cola do envelope, passando a língua, como quem não quer a coisa, mas querendo, na ex-ante cereja, e (em academiquez, outra vez) prontus: A reitoria procurava identificar quem tivesse o bom gosto da, ou mostrasse curiosidade por dar uma espreitadela à música clássica. Convidava os movidos por essa curiosidade  a assistirem a pequenos concertos, por alunas do Conservatório de Música do Porto, nas tardes livres das quartas feiras e, não lembro, se  também aos sábados. Estes convites eram  para alunos do terceiro ciclo , mas sem exclusão dos demandantes de outras idades. Maravilha! Palacete de belas instalações. Subtis toques de ouro em tectos  e paredes, de finos estuques, rebrilhantes pavimentos, não sei  se envernizados se encerados, magnífico jardim, muito cosy. 
Pianos, violoncelos e violinos respirando e transpirando a alta qualidade e a beleza.
Ah!!!... o fru fru das sedas, em geral negras, das interpretes . Ce nest pas peu dire!

Besides, A reitoria providenciava também borlas para a plateia do Cine-Teatro Rivoli, para audições da Orquestra Sinfónica do Porto. Assim, ouvi, pela primeira vez, a 5ª a 6ª a7ªe a 9ª Sinfonias de Bethoven, por exemplo.
Não é de nenhum destes concertos, enquanto discente de 16 e 17 anos, no Licev, mas  de um dos concertos da saison do ano em que fui caloiro de Medicina, a digitalização do Programa de um dos concertos de Maio de 1955. Já estava apanhado. Por isso o nosso Fernando Sena Esteves, também apanhado, pedia a Senhor seu Pai as borlas para nós os dois. O Pai, atirava-se ao ar, dizia logo que não, que não podia dar do que era para o grupo do Licev, mas acrescentava ao virar costas: estão em cima do aparador...um pontinho por cada borla e outro para nos rirmos... 

Reparem que na face deste exemplar do porgama, (assim diria, mais tarde, o Presidente Cavaco Silva,  da Alta Cultura do Canto X) se lêem as assinaturas do Maestro  Ino Savini (director e maestro da Orquestra), e de Henry Mouton primeiro violinista. Pois,  recebiam-nos com gosto e alegria estes homens de Alta Arte Musical. Eu, com 16 anos, cheguei mesmo a ser convidado por Ino Savini a ir assistir aos ensaios da Orquestra. Curiosidade: era primeiro violoncelista o Professor Celso de Carvalho,  professor de música no nosso Licev. Aparecia com frequência na primeira fila das fotografias do primeiro plano da Orquestra.  Lugar  ocupado por   direito, na sua qualidade de 1º violoncelista.

O comportamento destes alunos nas celebrações de um e outro caso era irrepreensível, já embebido na aculturação do saber estar.

Aqui chegados, aguardo, picado pela esperança, que o que ides ler em seguida, seja rapidamente vomitado, para o lixo.  

Há alguns meses, Professora de um Agrupamento de Escolas do Porto, dentro da Sala de Aula, em plena aula, foi agredida por um aluno, com um tal murro, que ainda hoje continua de Baixa, por ter sido lesionada, gravemente, na face e no seu psiquismo, baixa, de resto, posteriormente validada por junta médica. O agressor mantém-se a flanar, quiçá a puxar duas, nos espaços de dispensa de trabalho escolar nessa escola.

Há hoje, e disso se não descaem na comunicação social,  nem   com uma única linha, ou, pelo menos, um brouhaha, quiçá um simples cochicho(!), há hoje, dizia, muitas centenas de professoras e professores em regime de baixa, por todo o País, 
vitimados por brutais agressões físicas e ou psíquicas por seus alunos (?), como também milhares a trabalhar em condições desumanas, de vivido e vivido sofrimento psíquico. Não vão todos os dias para a escola. Vão para as galés.

É esta a   ambiência, sem a serena e formigante construção de Pessoas, instruídas, aculturadas e educadas, que queremos oferecer aos nossos Professores e Alunos? e que pagamos com os nossos impostos. É para isto que os pagamos? Os sindicatos e todas as demais entidades - muitas - responsáveis pela boa marcha da Grande Casa do Ensino da Aculturação e da Educação , é para isto que estoiram  milhões e milhões para nada, ou quando muito para dedilhar obcessivo - compulsivamente teclas de telemoveis? E dormem sonos de justos?

Caveant consules! (ne quid detrimenti respublica capiat, caveant consules) (2) .

Professores em regimen de vida e de trabalho presidido pela acanalhada cultura do BULLING? DA PORRADA?, DO FODASSE OH MEU???:::ou OH MINHA???...DO OH PSSORA VOUTJÀ PRÒ TROMBIL!!!- KÉISSO? (3).

Qual the day after, vem depois a mãe da grande e pesporrente "vítima"(?!)(4 ) , coitadinha, OFERECER MAIS PORRADA, E, ATÉ, DA- LA!.

Ninguém tem vergonha?!

 Ninguém tem lycopersica in su situ ???!!!...(4) para transformar numa grande casa da instrução, da educação e da cultura, a maior, a mais cara e a mais inútil grande casa de um Portugal em estretor, porque  cirurgicamente jugulado por quem todos os dias mete areia na máquina da Democracia?.  

Artérias para a irrigação da instrução  da educação e   da cultura ?Exangues !.  

Ao contrario, milhares de vítimas, da sandice, da estupidez e da vilania dos que sistematicamente constroem, calmamente, o quanto pior melhor, quanto mais vazio de encéfalo, quanto mais bem esterilizado, Ahh!, melhor, ...amansados, controleirados, inúteis para chatear... assim sim! bingo! Triste né?

 Mais de quarenta anos após um brado Calmo, Civilizado, Exemplar, de Esperança, ..... não, não foi para meus Filhos, nem  Netos, nem, por este andar, vai ser para a minha Bisneta . TRISTE NÉ? 

Troca-se e retroca-se de guardiões do templo e ninguém se limpa...ou limpa o templo...pior???!, só, enquanto criança, o terem-me obrigado a marchar, às quartas e sábados, de gabardine e chusso dependurado do braço!, comandados por um Chefe de Quina, 2 anos mais velho, fardado pela Mocidade Portuguesa, a quem mandávamos à merda, em altos brados, a partir da formatura...!...que porreiro!... o gajo era um tantinho gago e respontava: o... o...olha que eu li... li...lixo-vos, marco-vos - nervoso - farta por castigo...(sic).

Ex toto corde,
Rui Abrunhosa

E seguem-se os encore:

(0) - Sexualidade é sexualidade, em toda a abrangência de conceitos e vivências, de resplendurosa beleza ou triste sofrimento. Outra, sem extremidades podálicas nem extremidade cefálica é "sexo"!... Que grande caraças ! ao que chegamos !... por tudo do o que é canto ou esquina se fala, designando,  em "fazer sexo !... Desde intelectuais da murrinhanha até energumenos da mais baixa extracção, escrevem, falam, sua espessa, docta ignorância, com o ar mais pespurrante do sábio de um quarto de tigela, ou  do galfarro, do boi de cobrição. Com menos do que um banho por ano. Aulas ou apresentações científicas(?), televisões, rádios, jornais, demais meios de tu cá tu lá , chamados de comunicação social.... tudo é sexo e fazer sexo.
Muito apropriadamente convirá sugerir se compulse o dicionariosito, de biologia se possível , para se compreender que coisa é sexo!!!

(1) - Peyroteu foi uma das melhores Glórias do futebol nacional. Por nós, miúdos, fosse qual fosse a cor de cada um era idolatrado.não obstante jogar no Spuorting  Era avançado centro (assim se chamava ao actual ponta de lança), no Spuorting Clube de Portugal. Jogou dezenas de jogos pela Selecção. Era angolano, muitíssimo estimado e popular em Luanda, onde, toda agente, se lhe referia como Pessoa de grande civilidade e nobreza de carácter. Morreu quando eu estava em Luanda a cumprir a minha "comissão para o reforço da defesa de Angola" (sic). Sofreu longa doença de que resultou a amputação de ambos os membros inferiores.


(2) - Traduzindo do latim : «Acautele-se os Cônsules! para que a república não sofra danos, acautele-se os Cônsules..


(3) e (4) Ninguém na Grande Casa da Educação se apercebeu ainda que nos países com os sistemas educativos mais avançados, corajosamente avançados, a educação é mesmo para todos e para cada um, ou seja é dispensada por sistema organizado até às últimas consequências no sentido de se garantir que cada aluno receba de modo individualizado, feito por medida, o programa com que se vai conseguir o seu desenvolvimento original ?!l. Aos alunos que têm o direito e o dever de o serem, que poderiam vir a ser candidatos a brutalizados agressores de docentes não interessa a ponta de um corno os polinómios do 7º ano de escolaridade são são resolvidos, mas são para si fundamentais intervenções elaboradas em conjunção e acção com e de, emtre mais, psicólogos comportamentalistas, altamente preparados e finamente especializados, para lograrem mudanças de comportamento sem as quais NADA pode acontecer senão brutalidade .Que se não ponha Portugal a assobiar para o lado, abandonando estes miúdos, como lixo, à espera de que passe o camião para o mesmo. ELES SÂO VÍTIMAS E NÃO SERÃO IMPUTÁVEIS DOS CRIMES QUE VÃO COMETER: A culpada desses crimes é a Grande Casa falsificada. E na Grande Casa cabe também, para não ser falsificada, a recomportamentalização daqueles a que pertence..


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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

UM PONTO DE SITUAÇÃO






«O ONTEM E O HOJE DE UM LICEU CENTENÁRIO»







Assim titulou, anteontem, Manuel Lima, o actual director do Agrupamento Alexandre Herculano, na página nobre do Semanário EXPRESSO, nº2416 de 16/02/2019,  interessantíssimo texto,  fotografando o momento hoje no nosso liceu.

Começa, e muitíssimo bem, por puxar dos seus galões, afirmando ter sido aluno do Liceu Alexandre Herculano durante os anos 70.

Lembra depois, fruto de um certo capacitar, soprado sobre  famílias portuguesas, no caso em conselhos no norte do país, lembra, dizia. o Liceu que, no nosso tempo (1947-1954) era frequentado por 600 a 700 alunos e chegou depois a acolher 3000 bicos ! (Caramba, é     obra !)

Porém, frisa, conseguiam manter-se  níveis de exigência com que se catapultavam grande número de estudantes para o ensino superior.

Relembra,  entretanto, Manuel Lima, estar o edifício sede do agrupamento - o nosso Alexandre Herculano -  classificado como monumento de interesse público e, escreve, «ocupa lugar de destaque  na história do ensino liceal» (sic), acrescentando que não só enquanto peça brotada do génio de Marques da Silva, como ainda pela alta consistência, social, científica e pedagógica que foi adquirindo desde 1921, ano em que iniciou a preparação lectiva  das milhares de pessoas ali desabrochadas para vidas plenas de realização. Impressiona - diz - o número de vultos da vida portuguesa, de todos os portugueses bem conhecidos, no âmbito da ciência, do topo da vida de governo e da administração pública, da vida política nacional, como ainda, por exemplo, na arte, na literatura, no desporto, nas forças armadas, na economia, e ...... " pia fora" , diria um transmontano de gema !

Queda-se depois em reflexão.  Resumamos.

Recentemente, os novos circunstancialismos determinam a reinvenção do fazer SER.

A decrepitude do meio físico para a arte  da leccionação, a decrepitude do acervo de material pedagógico, nomeadamente para explicitação prática da substância lectiva, a decrepitude dos ambientes familiares de seus estudantes, traduzida na extrema debilidade económica, financeira e social, onde abundam  famílias monoparentais e famílias que apenas dispõem do chamado Rendimento Social de Inserção, são causas esterilizantes do sucesso de um qualquer objectivo. 

Muitos alunos são acolhidos em instituições em regime de semi internato e a maioria beneficia da intervenção (como vai podendo e conseguindo) da "Acção Social Escolar".

Circunstancialismos, portanto, com pesadíssima repercussão sobre a vida escolar dos discentes. E dos docentes.

É de transparente compreensão o facto de que contextos familiares tão dramaticamente incapacitados, seja  explicação etiológica para  não conseguimento da construção do subtilíssimo edifício dos valores e padrões de comportamento que lhes permitam o moldarem-se à escola, «ao reconhecimento da autoridade dos professores e dos funcionários» (sic), aqueles afinal que movimentam a escola em seu desiderato.
Deste modo é , portanto, abissal, o trambolhão impossibilitante da qualificação e do sucesso.

Ante uma tal tragédia - diz agora o escriba que aí para baixo se vai sub escrever  - claro que surge, como mais uma acha para alimentar as clamorosas chamas do Ridículo Nacional, a palhaçada dos "rankings" . Isto não pode ser infantiloidemente confundido com campionatices da  liga com faca, devidamente aldrabada por quem do torto vive. Kéláisso?!...Ou a gente não sabe como são obtidas  médias abundantes e bem confecionadas ( assim escreviam "oficiais de dia" , da tropa , em hospitais militares e outras "unidades")

Importante sim, fundamentalmente importante, sim, é saber-se  quem deixou de SER e quem passou a SER para se perceber que há quem possa e quem não possa vir a SER, e porquê, não sendo de si, de resto, nem o demérito nem o mérito de não vir ou vir a SER.

Ruminar sim, profundamente e com eles  in su situ, para terminar de vez com esta calamidade que espelha a impostura da nossa impostora democracia. Isto não é democracia. Pecebestens ò Késquesplique...

 Admiro a coragem dos Manuel Limas, e ou dos Docentes que chegam a serviços hospitalares de urgência, com a cara feita num bolo, a sangrar, após  agressões por alunos, e, pior, por pais de alunos. Só falta a cereja no topo do bolo, substanciada em telejornais suculentamente salivando o  assassinato de um Docente jnerme ( e sem seguro de cobertura pelo Estado da sua arriscadissima actividade profissional) assassinato dizia, dentro da sua própria sala de aula !!!... Docentes que sentem o terror de se apresentarem nas aulas, que se arrastam por psiquiatras, perseguidos pelas guilhotinas oficiais para arrazar e razurar baixas médicas, decretadas por Clínicos altamente responsáveis e competentes, no seu douto laborar profissional, guilhotinas que funcionam como uma verdadeira polícia política para lavar as estatísticas a enviar para Bruxelas, tudo em desmazelado desrespeito por Mulheres e Homens que investem . refiro-me aos que investem, naturalmente, . tudo de todas as suas debilitadas forças para aguentar os dificílimos lemes das fragilíssimas barcas que governam. São Heróis em seu modo de estar. Fragilissimos heróis de fragilissimos lemes , mas, porém, «de "El Rei D. João II» (recapitulemos a Mensagem de Pessoa - encaixa?).
.Está-se-lhes dando valor?... Acorda D. João, tu, o Segundo. Reafirma-lhes o teu nobilissimo principio, de que «a Ninguém se pode tolher o direito de fazer por mais Valer!!!» ÁHH João, mas, e também, impõe-lhes tua férrea disciplina, porém Democrática, não te excedas no entusiasmo. Encontra modo de solver este trágico labirinto . Pois !, pelo Amor ! ... Padre Américo conclamou : Não há rapazes maus!... Não foi Rousseau não, como estrebucham espertinhos de um quarto de tigela. Este Rousseau meteu 5 filhos na Roda. Não Amava. A via, pois claro, é a do Amor. É uma seca o que estou dizendo? então vai à merda, porque lá é que está molhadinho,... e quentinho...



Tudo quanto relata Manuel Lima sobre um Hoje que continua a apavorar, significa continuarmos na mesma. Com eles fora da escola, como antigamente, ou com eles entre quatro paredes . enquanto se não piram. Portugal continua a deitar Génio ao lixo, às toneladas.

Refrigério para tão funda ferida?, conta também Manuel Lima e também duma Renovada Grandeza para nosso Alexandre Herculano. Leiam o que vem de seguida. 

O Liceu Alexandre Herculano - vamos continuar a assim chamar-lhe, tem outra pimponisse - é, escreve Manuel  Lima, escola de referência para educação bilingue e de alunos surdos, reproduzo, «com estes alunos somos, actualmente uma Escola embaixadora do Parlamento Europeu. Também integramos acções do programa Erasmos, representamos Portugal na última edição do Prémio de Direitos Humanos (Educação) da Organização de Estados Ibero-Americanos, estabelecemos parcerias com instituições dos diversos graus de ensino de âmbito Nacional e Internacional, obtivemos o Selo de Escola Intercultural, somos Escola parceira da UNESCO e integramos o projecto Rota dos Livros em parceria com o Laboratório do Erro, a Junta de Freguesia do Bonfim e a Biblioteca Municipal Almeida Garret.»

E continua: «Foi através deste projecto que enviamos cerca de 2600 livros para a Biblioteca da Escola Secundária da Ilha da Boa Vista, em Cabo Verde. No próximo mês de Abril, alguns dos nossos alunos vão viajar até lá, para dinamizar secções de animação de promoção de leitura.»

Quase a terminar  Manuel Lima afirma: «vivemos uma fase de enorme esperança e confiança no futuro, graças ao acordo alcançado entre o Ministério da Educação e a Câmara Municipal do Porto para, muito em breve, requalificar o edifício ( noutro ponto do seu texto, afirma mesmo que as obras deverão arrancar este ano). 
«Estou convicto,- termina -  de que esta intervenção irá consolidar no século XXI a missão deste agrupamento de escolas melhorando a eficácia na prestação de um serviço público de educação, em benefício dos nossos alunos».   Exacto, EDUCAÇÃO, só ensino é muito curto , é tão ridículo como ir para a escola o "menino" do décimo segundo vestido com o fatinho de quando andava no quinto...

Tudo somado: 

BOAS FALAS! BOA MALHA ! MARCA Lá 3  PONTOS PRÒ MUSCAVIDE !!! (diria, com palmas, Cruz Malpique, como tantas vezes nos bradou no decurso de aulas em que acertavamos com o dardo no 20) ,

Rui Abrunhosa

A imagem acima publicada, retrato do Director  do Agrupamento Escolar de Alexandre Herculano Dr. Manuel Lima  é reproduzida da edição do Semanário EXPRESSO acima referenciada. Curvamo-nos agradecidos e na esperança de perdão para o abuso da reprodução sem prévia solicitação de permissão para a cópia.
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domingo, 6 de janeiro de 2019

SONETO COM CARINHOSA AMIZADE







RETRATO DO MAGALHÃES



Olhar  de lorpa, carcaça aparolada,
Narinas fartas, orelhas tal e qual,
E sobretudo um focinho de chacal
Com dentuça já negra e descarnada.

Carnes magras, melena desgrenhada,
Um poucochinho de massa cerebral;
Instintos duma besta irracional,
Estúpida, servil e atrasada.

Mas caro Magalhães, tu estás um traço!
Corre asinha ao espelho a remirar-te!
Aí verás se o meu engenho e arte,

Merece ou não palmadas no cachaço...
E se acaso o retrato está mal feito
Desculpa: não pus a cauda por respeito!

                                           José M. Leals-----

Ponto 1: é assim que do manuscrito, se retira ou expressa a assinatura de sua Exa. o autor deste retrato. «Qui sêrá ,,, sêraaa... sêraaaa....» já lá se cantava no filme coqueluche da nossa jóvem adultez. Tá claro que o escuro e não obscuro, by no meanes! , autor foi, era, é, o Zé Miguel! só genios eramos dois. 
Ponto 2: se é retrato retratado está e, por isso, se dispensa a habitual foto com a careta do retratados.
Ponto 3: dizia lá para cima retrato com o carinho da amizade, e assim se escreveu realmente. Brincadeira entre amigos de carteiras vizinhas ou quase (pois, das de madeira, na sala de aula). Não lembro se foi estardalhaço durante a aula, ou no intervalo, ou algures depois de terminado o dia de trabalho. Foi escrito em 2 de Maio de 1952, ou seja, tinha o reputado escritor apenasmente 15 anos de idade real e não mais do que 11 ou 12 de idade e pinha aparentes (assim observam e logo escrevem os esculápios, quando iniciam o tempo da consulta médica, mas não das de quarto de hora quisso não existe em lado nenhum - só no Melhor Serviço Nacional de Saúde do Mundo - possa se Marquinhas)
Portantos: uma elegante garotice de amigo para amigo, com risota de todos os amigos e, sobretudo, do retratado.

Publico isto, repassado pela sombra de uma nuvem cinzenta, bem escura. O Magalhães era o 26 e eu o 27, portanto, lado a lado, passamos centenas de horas de concentrado (...o caraças!...) trabalho escolar, repartido com o copiemos,...que se faz tarde e há jogo da bola nas Salésias. Da Bola era o Magalhães um precursor do amador CR7. Brilhava na «finta à inglesa» (oh Zé Miguel!... aprofunda detalhes) e no KéKeKeres?!!! foi penalty!... O Magalhães era simples e afável. Vi-o pela última vez, poucas semanas antes de falecer, quando nos cruzamos no atravessamento do Centro Comercial Brasília. Como sempre, de fatinho azul escuro, camisa branca, gravata vermelha. Dirigia-se a um cliente a quem estava a vender mobílias metálicas para escritório, mas receoso de que lhas não pagasse. Estava triste e de olhar vago. Confessou-me como era difícil ir ganhando a vida sem se perder o aprumo da dignidade. O Magalhães, de tanto fintar, apresentava uma discreta curcova, mas sempre o aprumo de uma estrema dignidade, decus in labore, ...de fond en comble


ex toto corde,

Rui Abrunhosa  
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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

DA SAÍDA IMINENTE DO EMINENTE PRELÚDIO






PELOS ARDINAS E OUTROS




Sim, havia-os, os Ardinas. Meio miúdos, ou meio graúdos. Tudo acaba. Tudo o tempo come . E tudo fica menos belo. Têm agora uma comovente escultura na Praça da Liberdade, à esquina "dos Congregados" (leia-se Igreja dos Congregados e leiam, no Tripeiro, e outros textos, o porquê do nome de uma das igrejas mais frequentadas em Portugal.

Reparem lá, no cerejal, com cornucópica colheita. O gajo puxa um pé (da cereja, pois tá claro) e, atrás do pé da cereja (da cereja, pois com cetesa), brilhando meio meio, tons de um avermelhado amarelado, vem todo o cerejal arrastado!...

O melhor é parar e ir strait forward  ao que vamos recordar, tanto quanto, re-cordis  é igual, em meio meio, latinório, gregório, a circulação do sangue, de volta a voltar a passar pelo coração.

Boa malha.

Porém, pôssa-se-Marquinhas! (diriam na Beira Alta), o gajo nunca mais vai-ao-que-vem. (Mais grave seria, nos tempos que correm, em Las Vegas, não ir ao que se vinha ! - já descarrilaste...)

Sim, vai: portantos (portantos? Porquê? O quê?, portantos, diz-se em intelectualez escolar), trata-se de recordar as chamadas de atenção para o impending, sacro-santo (só quem passa por elas...) momento - Oh home?! - da saída de mais um númaro dio PRELÚDIO. Me mente ò óme.?!.. masemzisto trazmá indeia cais quera coisa pesada e triste... caraças...)

Punha-se vasto Cartaz, coisa para um palmo x mão travessa, capaz de magnéticamente prender a atenção dos pirantes, pirados, que se preparavam para pirar, depois do QueDias ter induzido um estrebucho epileptoide à ultra sonora, abençoada, campainha, assinalando o piraindevos!
Estas obras de arte, précurssoras de os marktings modernos, apareciam, presas por enferrujadas pioneses , nos largamente envidraçados plakardeses dos átrioses da Senhora Aninhas e, do deste simétrico, para a circulação da caloirada.

E porquê atrasar mais... olhem e vejam aí em baixo um exemplo, exemplarmente demonstrativo ...não me chateiem dizendo-me, ou mandando dizer, que o texto ficou cheio de golpadas de génio!...




Rui Abrunhosa,
na sua elevada condição
de ter pertencido ao bando dos 4,
que priancaso eram só 3,
ao contrário dos tais 3 que furacaso  eram 4, e
pra não serem confundidos com os tais 4 da China ,(aqueles...)...
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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

DA CARIDADE






UMA CHÁVENA DE CAFÉ QUASE AMARGO

SERVIDA     POR



CRUZ MALPIQUE








Espessíssima é a ossatura cerebral dos que, do alto da sua baixíssima intelectualidade, em ejaculações de arrogância, com viscosa soberba, tudo a boiar na escatologia da ignorância, se metem a ter concepções próprias sobre o que é caridade. E, pior, se metem a impingi-las "à pôva". Comportam-se como se seus concidadãos sejam, para eles, a "pôva". Donos das "bábulas" das máquinas de dizer e de mandar dizer, fecham ou mandam fechar os canos por onde passa luz, da de quem a tem.

Proclamam, com trejeitos para rebaixar e repugnadamente rejeitar, que caridade é, lá de cima, botar com dedos fugidíos, numa região palmar, com dedos enclavinhados, uma moedita de dez, quiça de 5 reles céntimos, sem sequer olharem para aqueles olhos, dependurados na febrícula da doença com que tossem um escarrozito mais parecendo  requeijão, babado de sangue vermelho negro, ou dependurados no vício, ou dependurados nas dependências, ou dependurados no frio,  ou dependurados na fome. Olhos brancos, por fora, tristes, por dentro. Ou, por outro exemplo, "botar esmolas" na caixa das ditas para (pensam lá no mais íntimo fermentado  de um seu divertículo intestinal de estimação) engordar os "gatos pretos" da "Seita Negra"...

Fugidíos dedos, cheirando a Channel 5, elas,  a Rabani, eles, ou a divertículo intestinal fermentado, ambos..

Arregaçam a cara ante cheiros a bicho, a esterco. Insultam, quase sempre para dentro e, muitas vezes para fora: vai trabalhar filho (ou filha ...) da puta ... já não sentem,não notam, que chanelsisses e rabanisses vêm de salários por pagar, de vestidinhos a banho de ouro, das filhinhas noivinhas que ficam para todo o sempre por pagar, de limusines chuladas a alguém, de calotes que todos nós pagamos, de esgruviadas fugas. De quem?!… dos impostos (contas ontem contadas pelo Ministério das Finanças, em telejornais, em 2017 foram três mil e várias centenas de milhões), dos descontos para a solidariedade na segurança social, das mensalidades atrasadamente por cumprir na forca do consumismo. Fogem de  deveres e obrigações. Só querem esmifrar direitos e até os que não têm. Comem de borla nas cantinas escolares com cartões que garantem ser pobresinhos, mas onde se apresentam a conduzir "jipes" de altissimo preço. Trocam de residencia fiscal para reconstruir pardieiros a cair de velhos, com papeis falseados por uma pequenina corrupção, e assim receberem das "massas" que a solidariedade nacional ofereceu às  vítimas dos incendios... 

Porque desviaram os olhos para não ver?: para não serem agredidos pelo que iam ver. «Que massada!!!…logo  agora que o chulé dos merdelim da santola  e do refinado queijo Roquefort me estavam a saber tão bem….»
Não notam, não querem notar, recusam-se a notar, o rostosinho gelado e esfomeado, do Abandonadosinho, literariamente tão bem descrito pela esculturasinha  de Soares dos Reis, ainda escorrendo o silencioso génio do Escultor.
Não notam, não querem notar, recusam-se a notar, o sofrimento inenarrável dos desterrados pelas forças da miséria, pelas forças que os rejeitaram, os escorraçam, deitando-lhes génio, investimentos e capacidades para o balde do lixo, desterrando-os, não já, felizmente, por pensarem diferente, mas por pensarem Novo. Leiam só o  parágrafo seguinte do Soares dos Reis : O Desterrado... .
Não notam, não querem notar, recusam-se a notar, os baixíssimos salários que pagam a quem lhes gera a riqueza, ou, melhor, a quem gera a riqueza do país e se vê defraudado pela evaporação de tal riqueza, levada, depois,  pelos malignos ventos dos torvelinhos de ilusionistas de meia  tigela ( porém gigantesca).
Não - a si - se notam, não se querem notar, recusam-se a notar-se , nas baixíssimas rentabilidades com que, esticando a "passa", todo o dia, permanentemente ausentados para mijar, passam a semana de trabalho laboriosamente cansados de beberricar  "penalti" atrás de "penalti",  comentando e discutindo o penalti de ontem, o jogo de amanhã, a fruta, a saraivada de mails sobre árbitros e não só, sobre as mamas e a coxa mais ou menos disponíveis de não sei quem e não sei de  onde. Cansadissimos de receberem solidariedades atrás de solidariedades, à custa do erário público...
Não notam , não querem notar, recusam-se a notar que em seu redor cheira mal. Cheira a esturro.Nos cozinhados da vida deixaram esturricar : as contas no spa, o computador, o utente, o cliente, o doente, o médico, o gerente, o director, o subalterno, o aluno, o professor, os passageiros, os tripulantes de cabine e os outros, a assistência técnica ao avião ao automóvel ao cavalo da Guarda, o pai o filho, o paroquiano, o paroco, o eleitor, a laboração na Assembleia da Republica, no Governo, no complexíssimo mundo da Justiça … e da injustiça, no partido, no clube,nas relações internacionais, deixaram esturricar o cumprimento das regras,  obrigações e deveres na condução de veículos na via pública, o cumprimento das leis que impendem sobre o peão, o cumprir do disciplinado dever de ser cidadão, de se respeitar a si próprio, e a todos, o dever de se não lucupetar com o que não é seu, nos bancos nas seguradoras, em tudo e em toda a parte, e, o que é dizer o mesmo, não viver da cunha do partido das organizações que ninguém sabe o que são, do clube, do copianço, do plagio, do roubo ao planeta e a tudo e todos no e do planeta, não emporcalhar o planeta, nem deitar bisgas pró ar ou pró chão ou na cara dos outros. Deixaram esturricar e empestar ambientes com o orgulho, a arrogância, a soberba, a luxúria, o espírito da apropriação do bezerro de ouro, só usam nacositos de encéfalos  de animais atafulhados sobre a gamela de refocilar, mordendo os do lado para não lhes  permitir partilha. Vivem  na e da xico-espertice, no e do conluiu, na e da filhice da putice,….pois pois, tudo aberrancias do homem sem capacidade de Caridade! Uma qualquer falta no âmbito do antes "apenasmente" exemplificado é sempre, mas sempre, produto puro da falta de Caridade. Ofende, porque é um vazio de Caridade.

Ufff….eu sei lá!  Juro que só bebo água.

São precisos gigas e gigas de bites para meter tudo lá dentro. Oculto no "tudo" está o bicho homem.

E então a síntese?

Como meter tudo isto e o infinito tudo na singeleza de três ou quatro palavras?!... singeleza é singeleza . Cinco palavras: ausência de caridade nos comportamentos.

CARIDADE.

No amago do alto Homem habita a Caridade. A capacidade de pelo Amor, Amar.

E aqui chegados vem o Dr. Malpique e diz, servindo-nos uma chaveninha de
 café quase amargo  (sic e de ponta a ponta) (1):

«CARIDADE - É o mel do perdão para as ofensas que nos fazem;
é a desculpa para defeitos que estão na estrutura do nosso próximo;
é a linguagem cortês, na apreciação do nosso semelhante;
é a fleuma bem educada, perante os que espumam cólera;
é a humildade, na grandeza;
é a cortesia, mesmo na ausência da pessoa a quem apreciamos;
é a esmola não simplesmente do supérfluo (o que não seria maravilha), mas até do que nos é necessário;
é o amor da humanidade, praticado na nossa própria rua;
é o esmagamento dos nossos alvoroços de gozo, por sabermos que o mundo regurgita de miséria.
O que aí fica é apenas uma face da caridade. Outra face existe. E caracteriza-se pela pugna sem tréguas , pugna em que não vai ódio, toda feita de amor, mas de amor activo, amor que não cala injustiças, porque cala-las seria consenti-las ».

Tudo bem pesadinho, na balancinha de ourives, acho que vou ter que me restruturar. Vou ter de restruturar as minhas vivências de caridade.
Peço perdão se  esturriquei alguém ou alguma coisa .
Estamos no tempo de restruturar tudo. Comecemos por nos restruturar a nós próprios. E pedir Perdão.

Rui Abrunhosa

(1) - esta chaveninha está no livro CHÁVENAS DE CAFÉ QUASE AMARGO  -  1ª série - Editora Educação Nacional.
Porto 1957. Pag.30, duas últimas linhas e pag. 31, primeiras  14 linhas.
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domingo, 4 de março de 2018

BOAS FALAS ! ! ! ...





BRAVO CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO !

BRAVO PRESIDENTE RUI
!


Vem no JN de 2 de Março de 2018.
O Ministério da Educação (so called) depois das retro-burrices - e não só ... ( retro tracinho burrices e fiquemo-nos por aqui, à cause des mouches..., das gordas, rebrilhando tons irisadamente metálicos, voando baixinho, para pousar ovos... e vocêses, oh malta, alembraindevos do quê saia desses ovos?... poistaclaro!!!...isso mesmo! MURCÕES !!!, e vos lembrais também onde eram pousados os ovos e donde saiam os murcões?...) , o Ministério da Educação achou que o Dr. Rui Moreira era uma pessoa em quem se podia confiar, apesar de ser Presidente, nada mais nada menos, do que da Câmara Municipal do Porto e aceitou conversar com ele. Fantástico!...
Passando agora a falar seriamente, e desculpem lá qualquer coisinha, é momento para júbilo a novidade que nos trás o Jornal de Notícias do dia 2 Março de 2018, anunciando ter sido estabelecido acordo entre o Ministério da Educação e a Câmara Municipal do Porto, na sequência frutuosa de diligências, levadas a cabo pelo Dr. Rui Moreira, desde Maio de 2017, no sentido de se aproveitarem mecanismos de apoio ao desenvolvimento, pela moldagem de comportamentalismos harmoniosos (EDUCAÇÂO - sem os donismos dos espertalhuços) e, ainda, pelo enriquecimento cognitivo (INSTRUÇÂO), disponibilizados, vejam lá por quem...?!!! pela União Europeia. Tornou-se assim possível a seguinte decisão: a União Europeia comparticipará com 5,1 milhões de euros o que representa cerca de 80% do custo desta reabilitação, enquanto que «o investimento interno não deverá ultrapassar os 950 mil euros»(sic). Assim se escreve em comunicado oficial. Atenção: repare-se bem no valor do custo prognosticado! 6 milhões. 6!...
Mais diz o Jornal de Notícias, que esta "chef-d'oeuvre" será submetida a 6 do corrente à reunião do Executivo desse dia.
Aparentemente avizinha-se o sucesso dos bombeiros que se determinaram a acabar com o fogo no inferno.
Inferno será a apropriada expressão para sintetizar o que publicamente foi divulgado por diversos orgãos de comunicação social como, por exemplo, o Diário de Notícia, o Jornal de Notícias e o Expresso.
Foi já em Agosto de 2016 que o Expresso visitou e publicou o que observou nessa visita ao que chamou « o emblemático Liceu Portuense com mais de 100 anos de história».
Viu(1) coberturas (tectos e telhados) escancaradas para a entrada da chuva, baldes semeados nos corredores e em salas de aula, infiltrações de tectos cobertos de fungos negros e vastos como se o estuque houvera sido fumado, vidros partidos às centenas, talvez milhares, informática de pernas para o ar (a propósito, reparo agora que a informática tem pernas, não porém para andar, lá na casa), espaços de recurso - originados pela velha técnica de enxamear os espaços de laser de tudo quanto é escola, primária, secundária e universitária, também hospitais e tuti quanti, com casotas de madeira, contentores, o diabo - espaços de recurso dizia, sem condição digna para uma aula, e da responsabilidade dos sábios do "nem lá vou, nem faço falta", permanentemente confundindo a beira da estrada com a estrada da Beira, amontoados às centenas, ou milhares, lá num sítio donde saíam as caravelas. O escriba sabe do que fala: As Faculdades de Ciências da Nutrição, das Ciências da Mobilidade, da Medicina Dentária, o Centro de Microscopia Electrónica, todos da força motriz da Universidade do Porto", e o Centro de Histocompatibilidade Maria Fernanda,  a trabalhar no Porto, em rede com as centenas de centros de histocompatibilidade de toda a Europa e não só, com a qual se encontram o coração para o Salvador , os corações , os rins, os figados e por aí fora, de milhões de transplantados, para dar só alguns exemplos, estiveram décadas a funcionar em casebres de madeira em vergonhoso e nojento apodrecimento progressivo.
Estarão lembrados de um programa financeiro destinado a reabilitar as estruturas escolares dos mais diversos níveis ao longo de todo o país? Pois, o Liceu Alexandre Herculano, chegou a estar incluído na linha de montagem dos processos de requalificação de escolas, acabando por, em 2009, ter sido aprovado uma intervenção com o custo então indicado de 15 milhões, a aplicar pelo orçamento estatal. Levantaram-se ondas alterosas de esperança, mas, em 2011, o Ministro Nuno Crato decidiu - com alto sentido de estado - travar o processo de requalificação deste nosso liceu. Porquê? O escriba desconhece, mas, não o surpreenderia, ter sido o choque emocional dos 15 milhões que, sabemos agora, depois de serem calculados cientificamente, são afinal 6 milhões. Óvistens bem? Quase um terço dos 15 milhafres antes preparados.   
Ainda se não conhece data para assinatura formal desta arquitectura conceptual presidida pela inteligência.
É de notar que as coisas lá pelo Liceu estavam cada vez pior o que levou ao seu encerramento em Janeiro de 2017. Depois de arranjos de emergência, com a intenção de garantir a segurança, o Liceu voltou este ano escolar a reabrir, porém para atendimento de apenas 300 alunos. Os restantes 600 foram encaminhados para duas outras escolas do chamado Agrupamento Alexandre Herculano. Aproveite-se para relembrar que no final da nossa frequência do Alexandre Herculano éramos 750 bicos.
O cerne desta decisão significa transferência da titularidade desta obra de reabilitação do nosso Liceu, do Ministério da Educação, portanto TP, não de tuberculose pulmonar, que também tem, e assim escrituram médicos, mas de, Terreiro do Paço, para  Avenida dos Aliados, portanto, desenvolvimento comunitário através da força do Município. Pensando fundo e longe é, sem nenhuma dúvida uma gracinha, cheia de graça e de inteligência do nosso Presidente da Câmara, Dr. Rui Moreira, que, como sabemos, defende há muitos anos isto mesmo. Ou seja, num pequeno arranjo na ordem das palavras, «A Deus o que é de Deus, a César o que é de César». Parabéns Presidente Rui,  et al.  Cumprimentemos também o Ministro da Educação pela perpiscácia deste tão pequenino, mas tão subtil e significativo gesto: abrir  mão de uma boa pitada do Poder com TP.

(1)   O escriba, do alto da sua "octagenicitude", não consegue lembrar o nome dos jornalistas que nos três jornais escreveram, com excelente acuidade,  os seus trabalhos. Peço-lhes aceitem um pedido de desculpa com parabéns por este serviço prestado ao futuro de milhares inenarraveis de jovens.
As fotografias aqui apresentas são de Lucília, Jornalista de imagem do Expresso. Dizem tudo. Recolhi-as pelo Google, da internet.


Rui Abrunhosa

quinta-feira, 27 de abril de 2017

DURANTE E DEPOIS DE 10 ANOS





HUMILDADE.  GRATIDÃO.

FICOU-LHES NO CORAÇÃO.


Depois de um pouco mais de dez anos de exercício das sua funções de Reitor do Licev Alexandre Herculano, em 1957 o Dr. Francisco Sena Esteves atingiu o limite de idade. A propósito do evento os seus colaboradores não Docentes reuniram-se-lhe para, num breve momento, lhe dizerem de seus sentires.

Tratou-se de consagrar, ou, dito com o sinonimo, de glorificar Vida.
Pas de besoin des mots. Olhem e vejam...








( agradeço ao nosso condiscípulo Fernando a disponibilização do documento)
Rui Abrunhosa

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