LAH1954

um blog de antigos alunos do Liceu de Alexandre Herculano, do Porto

segunda-feira, 29 de março de 2010

ESTATISTICANDO 2

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Volto a dizer-vos que não pretendo tornar-me chato com estatísticas, mas venho aqui hoje, dias depois do "ESTATISTICANDO 1" a trazer-vos a prova de que nada sucede por acaso e que se mantém válida aquela garrettiana frase com que o Malpique nos ensinava caminhos e que correspondia a uma resposta do Garrett-tribuno a alguém que lhe admirava a prontidão de resposta, aparentemente de improviso: "só Deus sabe o trabalhão que certos improvisos dão". No mapa acima, brotado do inefável "Sitemeter", destaca-se o menhir everéstico do dia 26, logo seguido pelo K2 (ou Anapurna) do 28. Nada sucede por acaso: o dia 26 é, desde o invento da numeração, o sucessivo ao 25 e o 25 foi o dia do jantar da "malta" em Lisboa (e não de Lisboa) em que se falou no blogue. Entretanto publicaram-se coisas e o 28 responde a isso. As presenças aumentaram, a média elevou-se de um ponto e os tempos médios de consulta também [1]. Se estivéssemos a falar de Economia nacional todos respirariam mais fundo!

Não vos chatearei mais com estatísticas (durante um tempo). Mas isto mostra bem que a vida de um blogue, mesmo de um blogue discreto de ex-alunos de um Liceu da zona oriental da cidade do Porto aliás nucleado em (mas não limitado a) o curso que foi o finalizado no ano lectivo 1953-1954, vive de dois factores: a notícia (criando mais procura) e a participação (incrementando oferta). Temos isso aí demonstrado. E tirem conclusões: quanto ao "obrar" (notícia, claro) desafio-vos a informar do blog aos que dele não saibam, em tom de pascal bem-aventurança, e, passando ao pragmatismo do "fazer", desafio-vos novamente (insisto pois) a nele participardes. Contai coisas vossas para que possais mais ler do que vós e outros, que somos todos nós, vierem ao blogue contar e recordar.

Aguardamos as vossas histórias e participações pelo lah1954@gmail.com. Disse.
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[1] Dados da semana ontem fechada (Sitemeter): 57 visitas, com consulta a 167 páginas, donde respectivamente médias diárias de 8 e 24. Tempo médio de visita: 5' 14'' com consulta média de 2,9 páginas por visita. Excelente progresso...
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ZM

domingo, 28 de março de 2010

QUE SE PASSA COM O BICENTENÁRIO DO NASCIMENTO DE ALEXANDRE HERCULANO?

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Tenho vindo a seguir os passinhos de lã com que o País se vai pantufando quanto às celebrações do bicentenário do nascimento do patrono do nosso Liceu... tão pouco divulgadas se algumas! Hoje, exactamente no dia adequado, o JN, como suplemento "Domingo", dedica-lhe as pags. 33 a 40 do jornal, reunindo contributos de Cláudia Luís, Fernando Basto, Mário Cláudio e Vasco Graça Moura, este como entrevista conduzida por Sérgio Almeida que igualmente recolheu o depoimento de Mário Cláudio. O que fica destas quatro folhas? A notícia, e já não é mau. Uma breve biografia, que também mau não é - e a flagrante afirmação, que já se pressentia, de que Alexandre Herculano está afastado do conhecimento corrente dos jovens de hoje, de forma a que a leitura de algumas das suas obras constitui para estes exercício se não esquecido pelo menos secundarizado. Quem se recorda da leitura de "O Bobo"? Quem se recorda dos textos das "Lendas e Narrativas" inseridos nos hoje escarmentados "Livros Únicos" que, queiram ou não, nos faziam aprender Português? E dos Professores que nos falavam da "História de Portugal", do motivo por que esta ficara polemicamente "encalhada" em Afonso III (e que vinha de antes de Afonso III), da passagem do Autor pela Biblioteca Pública Municipal do Porto, ali a São Lázaro, do seu passado liberal e do seu criterioso perfil de investigador histórico, de organizador e de educador de Príncipe, das "cócegas" causadas pela sua "História das Origens e Estabelecimento da Inquisição em Portugal" e dos pruridos que igualmente acompanharam a posição assumida quanto ao regime do casamento, do seu voluntário exílio de desgostoso com a "coisa política", em Vale de Lobos, próximo a Santarém,onde o iam visitar de comboio e onde, feito lavrador, acabaria por morrer? "Progressista e conservador, católico contra o clero, político jornalista", "inovador " e "revolucionário" redescoberto, lhe chama Cláudia Luís. Será por tudo isso que nos quedamos tão discretos com esta efeméride? Será, em habitual e lusitano contra-senso, por todos os valores que isso representou (e representa)?
ZM

A tempo: Pessoa amiga, não-alexandrina mas que segue atentamente o nosso blogue (o que prova que nem só de alexandrinos é o mundo (e a poesia) feita, veio mais acirrar o meu espírito ao remeter-me para a leitura do mesmo JN, mas de 26 de Março. Logo na "prumeira page", como se diz a poucos mas alguns quilómetros daqui (por onde eu andei a 26 e por isso não li) uma chamada ao interior, à pag. 56: "Ministério ignora bicentenário de Herculano. Iniciativas previstas vão ser organizadas por privados". E na tal 56, mas começando na 55 - que é mesmo onde a Cultura começa - com um "Bicentenário de Alexandre Herculano ignorado", vem a explicação (?) da coisa, confirmando a suspeita acima e dando foros de toda a razão ao judicioso comentário do Rui a esta postagem e que se recomenda a quem lê que seja lido. "Em tempo de crise... não interessa!". Ou da "privatização da memória (como política ou como escapatória?," para mesmo rimar) , no "ao menos isso" em que nos estamos a volver (com muito azedume, a 29 do mesmo Março marçagão)
ZM

sexta-feira, 26 de março de 2010

ESTATISTICANDO 1 ...

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Um livro bom para os tempos que correm.
Parece ser de 1954... mas ainda serve porque os truques são sempre os mesmos! (*)

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Caros Colegas,
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Acabo de chegar a casa depois do jantar que, na ultima 5ª Feira de cada mês, reune um grupo de "Alexandrinos" e familiares da zona de Lisboa. Como de costume correu excelentemente, o bacalhau estava porreiro, relembrou-se (com o próprio) o sensacional momento em que, na leitura do "Frei Luís de Sousa", calhou ao Teotónio, com o seu conhecido vozeirão, ler no ultimo acto o papel da delicada Maria (hoje dir-se-ia: "Porra! K´é isto? Aqui num morre ninguém sem cá a je, prontes!... etc. etc."), falou-se no "blogue" que ainda não é conhecido de alguns e, sobretudo, conviveu-se, comentou-se, recordou-se.

Pois é precisamente do blogue que vos falo, agora que o "Sitemeter" debitou já uma série de dados estatísticos interessantes, desde a semana que concluiu no domingo 31/1 (o "Sitemeter" fecha as contas aos domingos) [1] . Excluindo essa primeira semana, que estatisticamente só teve 2 dias e que portanto não é significativa, os dados obtidos são os seguintes - e, com excepções pontuais, mostram uma razoável regularidade:

Semana iniciada a 1/2 e fechada a 7/2:
Houve uma única postagem (no dia 6/2)
Tivemos 57 visitas que consultaram 121 páginas, o que dá a média diária de 7 visitas e 17 páginas. Cada visita demorou em média 4'55'' e nela foram consultadas em média 2,5 páginas.

Semana iniciada a 8/2 e fechada a 14/2:
Houve uma postagem, no último dia (14/2).
As visitas baixaram para 49 e o número de páginas para 108, levando às médias diárias de respectivamente 7 e 15. A permanência por visita também baixou (3'45'') e bem assim o número médio de páginas por visita (2,2).

Semana iniciada a 15/2 e fechada a 21/2:
Nenhuma postagem, ou seja, não se colocou qualquer novo texto.
Prossegue a baixa de visitas e de páginas visitadas (42 e 58), com efeitos previsíveis em menores médias diárias (6 e 8). Visitas mais rápidas (1'45") e menos páginas por visita (1,2). Pudera! Não havia nada de novo a ler!

Semana iniciada a 22/2 e fechada a 28/2:
Volta a haver uma nova postagem, precisamente no ultimo dia (28/2). Estas postagens no último dia influenciam pouco a semana e poderão influenciar os primeiros dias da semana seguinte. Mas nota-se qualquer coisa... as visitas e páginas sobem ligeiramente (46 e 125), levando às médias de 7 e 19. Maiores durações de visita (4'00") e de páginas por visita (2,9).

Semana iniciada a 1/3 e fechada a 7/3:
Uma longa postagem a 6/3 teve pouco efeito nos números, que voltam a manifestar descida relativamente à semana anterior (respectivamente: 36 e 73, 5 e 10, 4'01" e 2,0). É curiosa esta pausa...

Semana iniciada a 8/3 e fechada a 14/3:
Uma postagem, aliás triste, a 8/3.
Há uma evidente retoma, que também corresponde a uma compensação da quebra da semana anterior. Todos os valores sobem, salvo a duração média da visita, que praticamente se vai mantendo desde que haja "material" para ler (54 e 178; 8 e 25; 4'02" e 3,3). A compensação supra referida traduz-se num aumento de visitas e de páginas visitadas nos 4 primeiros dias da semana, surgindo até um paradoxo no dia 10, em que 7 visitas visitaram nada mais nada menos que 78 páginas (!)...mas, como em muitas coisas, isto tem uma explicação: deve ter sido um recém chegado ou um "recapitulador" que decidiu (e bem) dar uma "voltinha" pelo passado do blogue.

Semana iniciada a 15/3 e fechada a 21/3:
Nenhuma postagem.
As previsíveis quedas manifestam-se (41 e 78; 6 e 11; 2'46" e 1,9)

Gráfico mensal (de 24/2 às primeiras horas de 26/3):
O gráfico seguinte dá conta do número de consultas e de páginas (postagens) acedidas entre os dias 24/2 e 26/3 (correspondendo neste ultimo dia, que é hoje, APENAS ao limitado período das 2 primeiras horas, ou seja das 00:00 às 02:30 horas, que é "agora!", mas mostrando já efeitos da conversa durante o jantar! [2] [3])

Conclusões: temos uma "clientela" certa de cerca de 7 visitas por dia, com permanências razoáveis, entre 2' e 4', e cada leitor acede em média a 2 páginas... presumivelmente a última e a penúltima. A resposta da "nossa clientela", que somos todos nós, é muito sensível à oferta, ou seja, aparece mais e demora-se mais quando há "material novo" e retrai-se se não há mudança. Isto leva a renovar o pedido atrás feito, noutra postagem (não digo qual, que é para aumentar as buscas e, assim, o número de consultas!): escrevam, contem episódios, mandem documentos, fotos, o que tenham que permita partilhar os momentos em que todos convivemos no topo da Avenida Camilo. Ou reajam interactivamente, comentando! Este blogue tem um endereço electrónico associado e por detrás desse "postigo" está um utente que pode publicar o correspondente material. Mandem-no para
http://www.blogger.com/lah1954@gmail.com (sem hífen!).
Caso, por qualquer motivo, não disponham de digitalização para enviar qualquer documento, informem-nos de tal facto pelo mesmo endereço e de qual a forma (endereço ou telefone) que permita que um de nós vos contacte e combine a melhor maneira de aceder ao que têm para publicação.

E divulguem o nosso blogue, transmitindo o seu "endereço":
pois constato que há muitos Colegas que ainda o desconhecem. E que certamente têm muitas coisas a contar! Boa noite! [4]

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[1]
Devem também ter reparado que na listagem do "histórico" apareceu agora, além do mês, a indicação do ano: era uma falta imperdoável, que se arrastou por lapso e foi agora corrigida.
[2] Ou seja, houve quem, chegando a casa e digerido o bacalhau, saltasse logo para o teclado da máquina - o que demonstra um saudável juventude!
[3] Quanto a origens: continua Portugal a ser dominante, como é óbvio, com aparecimentos pontuais de outras origens (Brasil, Estados Unidos, etc.) que resultam de curiosidades isoladas ou de bosquejos automáticos, como é de usança na blogosfera. Continuamos a resistir às chamadas "redes sociais" que, tanto em voga hoje, têm algumas perspectivas duvidosas (ver, por exemplo, artigo sobre o assunto no "i" de 25/3, ou seja - já que escrevo a 26/3 - do dia de ontem).
[4] Imagens: De, respectivamente,
e do "Sitemeter" que nos acompanha, agradecendo a ambas as fontes.
ZM

segunda-feira, 8 de março de 2010

O CARLOS DEIXOU-NOS - HOJE

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CARLOS MANUEL SOARES DE SOUSA



Estugou mais o passo e deixou-nos. Hoje. Ao fim da tarde. Era fria. Plumbea.
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Apetece-me Silêncio. Tenho a certeza: apetece-nos a todos.
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Aqui, em Silêncio, Carlos, embebidos de saudade, estamos todos contigo. E com os Teus.
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Rui Abrunhosa

sábado, 6 de março de 2010

MAGISTER ZÉ MIGUEL DIXIT

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MESTRE JOSÉ MIGUEL LEAL DA SILVA


No passado dia 1 do corrente, pelas 10 horas, o nosso Zé Miguel (fig.1) apresentou a sua " Tese de Mestrado" à Universidade Nova de Lisboa (fig 2).
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Este gesto, académico, levou 19 minutos. Desenhado no tempo, com 2.275 palávras , debitadas numa compassada fala, à razão de 120 por minuto.
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Com o seu trabalho de investigação sociológica, intentou uma "Teoria Geral do «Rush» Minerador - em Portugal - durante a 2ª Guerra Mundial", usando o modelo de Arouca.
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A fala do Autor, para esta apresentação, está no seu "Blog" w.w.w.sai-tedaqui.blogspot.com.
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Quando dispusermos de mais substância , em seu completo esplendor - mais um!... de Portugal!... - voltaremos a esta interessantíssima ( no doubt...) frioleira de eventos, factos e comportamentos, então vividos pelo Homo Ruralis Portucaleensis (e não só: com "boches" e "bifes" à mistura e à perna).
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Já lá dizia o paupérrimo"Catálo", brilhante caçador de perdizes e lebres, para meu Pai, seu amigo de infância e com quem andara na Escola Primária, de aldeia no Alto Douro, onde o "rush" também deu muita febre e comichão : «Na minha casa a fartura é tanta que até os cães já se negam ao pão-de-ló» (sic). Não sei se, depois, tudo acabou numa desvalida Silicose , como milhares de outros.
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Aos donos das minas , acabada a guerra, o Doutor Salazar inventou-lhes - com efeitos retroactivos, coisa nunca vista nem nunca mais voltada a ver, mas que começa a apetecer ver de novo , por parte de muita e esgotada gente... - inventou-lhes, dizia, o Imposto Sobre Lucros de Guerra. Deixou-os na falência, em meia duzia de semanas. No dia da publicação desse decreto começaram a fechar todas aas minas portuguesas, ou aparentemente "so". Hoje, só fingem existir as que alimentam a farónica snobeira dos telejornais...
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Bravo Zé Miguel !.... I am longing for reading it.
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Parabéns.
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Rejubilamos todos.
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Abraço forte, digamos que até um pouco, mas sentidamente, ruidoso, do
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Rui Abrunhosa